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[06/08/2018] São Paulo; Fernando Coelho

Fernando Coelho

O que há de antepassado em ti, são os teus braços, então abraça-me, antes que eu não volte. O que acontece de antepassado em teu silêncio, vem desse adeus: eu, jejum e mágoa, então declara-te inóspita e me rejeita. O lugar que tem o meu lugar em ti, sai da rota, mancha-se no mapa onde o nevoeiro é mais espesso, e os olhos marcham sem bandeiras e vitrines, pois te peço que também não olhes para trás. O que há de mais antepassado em mim, vagem de sangue e lenço amarrado no coração, tem saudade, confundo-me, pirata e velejador, sem o mar, e prefiro isso, perdido, roto na bandagem de partir, em qualquer instante, se foi ontem, e mesmo amanhã, para nunca mais.

 

Poemas do livro Manuscritos Sem Juízo. LivroquecompõeaColeçãoPoetaFernando Coelho, à venda no       UOL.com.br/Clube    e no site da Editora Aquariana  

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