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[08/07/2018] São Paulo; Fernando Coelho

Fernando Coelho

O mar quase perde a fala nessa tarde tenra e largada, ao te ver mais próxima, embarcação acesa, quando chegaste da raiz do horizonte. O pôr do sol alucinou a têmpora das ondas. Salpicada de musgo e ondas quebradas, vestias um azul tremido, quase gaivota, quase concha de argila, quase nua, por baixo do pelo da areia em comichão. Chegaste renovada e tinhas um colar de ilhas, e uma boca de sal e giz, e uma sereia te marcava as pegadas em meus ouvidos. Eras tu a chegar. E me pergunto se mereço esse teu liame, esse orgasmo que a primeira estrela goteja em meus olhos.

 

 

Poemas do livro Manuscritos Sem Juízo. LivroquecompõeaColeçãoPoetaFernando Coelho, à venda no       UOL.com.br/Clube    e no site da Editora Aquariana  

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