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Ex-jornalista de O Globo e diretor da ABI diz sentir vergonha de entrevista com Haddad no JN
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[10/03/2018] Brasília; OAB defende a Globo e condena ação de 800 mulheres que ocuparam O Globo: A OAB

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Foto: Divulgação

Não era de se esperar a algo distinto de uma entidade que não se opôs aos golpes de 1964 e 2016. Embora alegue ser intransigente na defesa da Constituição, a Ordem dos Advogados de Brasil (OAB) tem longo histórico de omissão e casuísmo, quando o assunto é a legalidade e a defesa do cidadão. Não foi diferente hoje, quando se colocou ombro a ombro com a Rede Globo de comunicação, condenando a ação de mais de 800 mulheres que ocuparam o jornal O Globo e não causaram transtorno nenhum a qualquer ser humano, ao contrário, somente à corporação que mais atacou a democracia no Brasil.

A nota emitida pela OAB é digna de uma vergonha histórica incomensurável. É fruto de um grupo de advogados politiqueiros que se importam mais com suas reeleições nos cargos da ordem, que qualquer outro compromisso com a população. A reação da OAB, inclusive, teve tempo recorde, já que nunca se pronunciou sobre as diversas ilegalidades nos processos da Lava Jato, não pediu a prisão imediata do juiz Sérgio Moro, ao violar o sigilo das comunicações presidenciais e nem se opôs à estranheza de três tribunais se comportarem ineditamente de forma unânime, algo que não ocorre, nem quando o caso é flagrante.

A OAB já condenou a democracia de forma intransigente, da mesma forma que condenou a ocupação do O Globo. Não percebe, portanto, que 1964 não foi um ponto fora da curva mas, um padrão comportamental da ordem, que em geral é formado pelo mesmo grupo social dos médicos. Aqueles mesmos, que atacaram o médico cubano negro.

 

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