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[11/01/2018] Economia alemã registra maior crescimento em seis. E, mais: Líderes chegam a um acordo para negociar coalizão na Alemanha

A economia da Alemanha cresceu 2,2% em 2017, a maior expansão registrada desde 2011, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11/01) pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) do país. Foi também o oitavo ano consecutivo de crescimento. Em 2011, a alta foi de 3,7% e, em 2016, de 1,9%.

A conjuntura econômica alemã tem sido impulsionada pelo aumento do consumo e das exportações, além de uma explosão no setor de construção e mais empresas investindo. Economistas de bancos e institutos de pesquisa alemães haviam previsto um crescimento até mais forte, de 2,3%, para 2017.

"A economia alemã está a todo vapor no momento. Estamos a caminho de um 'boom' que não vemos há muito tempo", afirma o economista Rolf Schneider, da seguradora Allianz.

A população vem consumindo mais, a situação no mercado de trabalho é favorável, e a poupança rende pouco devido à política de taxas de juros próximas de zero adotada pelo Banco Central Europeu (BCE). De acordo com dados do instituto de pesquisa GfK, poucas pessoas na Alemanha estão preocupadas em perder seus empregos, e a confiança na economia aquecida é alta.

Ao mesmo tempo, a forte recuperação da economia global reacendeu a demanda por produtos "made in Germany". Dados apontam 2017 como o quarto ano consecutivo de exportações recordes. Nos primeiros 11 meses do ano passado, foram exportados máquinas, carros e outros bens no valor de 1,18 trilhão de euros. As empresas na Alemanha também têm investido mais em infraestrutura, como máquinas, equipamentos e veículos.

Além disso, o orçamento federal também se beneficiou com os bons resultados da economia em 2017 e alcançou o quarto superávit consecutivo, de 1,2% do PIB. Os governos federal, estaduais e municipais e a previdência social arrecadaram 38,4 bilhões de euros mais do que gastaram, segundo comunicado do Destatis.

Líderes chegam a um acordo para negociar coalizão na Alemanha

A Alemanha está mais perto de uma reedição da chamada grande coalizão entre conservadores e social-democratas. As conversas preliminares entre a União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler federal Angela Merkel, com sua legenda irmã bávara União Social Cristã (CSU) e o Partido Social-Democrata (SPD) sobre um possível acordo para iniciar as negociações formais de coalizão de governo alcançaram um "avanço significativo", segundo participantes.

Após mais de 24 horas de conversações, os seis líderes parlamentares e dos partidos apresentaram um esboço de 28 páginas aos membros de suas legendas nesta sexta-feira (12/01). O acordo sobre um plano de negociações formais abre caminho para encerrar meses de incerteza política na Alemanha, após as eleições gerais de setembro.

Ao todo, 39 negociadores (13 de cada partido) iniciaram conversações exploratórias no domingo passado, com o objetivo de estabelecer acordos políticos que permitiram aos partidos iniciar negociações detalhadas para a reedição da chamada grande coalizão – CDU e SPD governaram de dezembro de 2013 até outubro de 2017, assim como no primeiro mandato de Merkel, de 2005 a 2009.

Até agora, os líderes concordaram em reduzir as metas da Alemanha de redução das emissões de carbono em 40% até 2020. Os partidos também concordaram em limitar a entrada de novos imigrantes na Alemanha em no máximo 220 mil por ano. CDU e SPD concordaram ainda em manter a aposentadoria no nível atual de 48% até 2025. Mas poucos detalhes são conhecidos sobre os progressos feitos em outros temas, em meio a um clima de sigilo nas negociações.

Governo antes da Páscoa?

Muitos observadores e membros dos três partidos esperam que um avanço em outras questões possa ser alcançado para evitar um governo minoritário (CDU/CSU) ou novas eleições parlamentares.

O obstáculo final deve ser a conferência partidária do SPD, marcada para 21 de janeiro, em Bonn, onde os filiados vão decidir se o partido entra ou não em negociações formais de coalizão. Estima-se que as conversações formais não deverão resultar em governo antes da Páscoa.

As conversações entre CDU/CSU e SPD ocorrem mais de três meses depois das eleições gerais, nas quais conservadores e, principalmente, social-democratas sofreram reveses nas urnas. O SPD inicialmente descartou fazer parte do governo e argumentou querer reestruturar sua base partidária na oposição. A decisão fez com que o partido de Merkel buscasse formar uma coalizão com os liberais e o Partido Verde. Mas as conversas preliminares falharam em novembro, com o abandono da mesa de negociações pelos liberais.

Pontos acertados

No documento preliminar, os líderes dos três partidos selaram o compromisso de não haver aumentos de impostos – o aumento exigido pelo SPD da taxa de impostos para ricos não deve sair do papel. Por outro lado, o nível das aposentadorias deve ser mantido em 48% até 2025, o que era um desejo dos social-democratas.

Os partidos também concordaram em retornar ao modelo antigo do financiamento paritário dos planos públicos de saúde. Assim sendo, as contribuições mensais devem ser novamente pagas em partes iguais por empregadores e empregados. Atualmente, 14,6% são divididos ao meio, mas o cerca de um ponto percentual que sobra é pago somente pelo trabalhador. O benefício de ajuda de custo infantil deve receber um aumento em 25 euros mensais.

O principal acordo ocorreu no polêmico tema da imigração. CDU/CSU e SPD concordaram em limitar a entrada entre 180 mil e 220 mil refugiados por ano na Alemanha. O reagrupamento familiar para refugiados com status de proteção limitada também deve ser restringido. Este deve permanecer suspenso até que seja encontrado um novo regulamento e, em seguida, limitado a mil pessoas por mês, conforme relatado das rondas de negociações.

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Artt Brand, com Ópera Mundi/Foto: European Parlament/Flickr/CC/PV/dpa/afp

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