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[10/01/2018] Porto Alegre: Dia 24, o povo é que será julgado no TRF4

No dia 24 de janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que fica em Porto Alegre, for julgar o recurso do Presidente Lula sobre a sentença do juiz Sérgio Moro - emitida dentro de um processo marcado por perseguições e ativismo políticos, decisões parciais, subjetivas, sem fundamento jurídico e fruto de tratamento seletivo -, o verdadeiro alvo desses ataques será o povo brasileiro. Sem sombra de dúvidas, no fim das contas, o povo e a democracia é que serão julgados no dia 24 de janeiro pelo TRF4.

Desde os primeiros dias, o ano de 2018 já se apresenta como um marco na luta de resistência e participação popular. O mês de janeiro é decisivo para o Partido dos Trabalhadores (PT), os outros partidos, os movimentos sociais, frentes, coletivos populares e entidades sindicais demonstrarem seu poder de mobilização e de convencimento da sociedade, que tanto precisa da garra e determinação da nossa militância para obter avanços sociais, em direitos e no âmbito das garantias fundamentais do ser humano. 

É hora de unir todas as forças progressistas e de esquerda em torno de defender a democracia, a participação, o protagonismo popular e um país inclusivo e que caminha para oportunizar igualdade de direitos ao conjunto da sua gente. É hora de colocar corações e mentes a serviço da necessidade de dar um basta no golpe, de ir às ruas, barrar os retrocessos, a retirada de direitos, e é hora também demonstrar nossa indignação, de protestar e de denunciar a gravidade das arbitrariedades e abusos cometidos. Se permitirmos que essa destruição continue, levaremos gerações para recuperar o que está sendo perdido.

Vamos a Porto Alegre no dia 24! Antes, o PT está convocando atos em todo o País, no dia 13 de janeiro, para incentivar e dar visibilidade à criação dos comitês populares em defesa do Brasil, da democracia e do direito de Lula ser candidato à Presidência da República. Impedir Lula de representar nossas esperanças é amordaçar a esmagadora maioria da população que pediu legitimamente por mudanças. Depois das mobilizações do dia 13, faremos atos na capital gaúcha nos dias 22, 23 e 24 e ações paralelas nos demais estados, como vigílias e diversas outras atividades. Não podemos nos calar diante das injustiças contra Lula, que visam aniquilar as esperanças e a capacidade de reação da nossa gente.

Só queremos um Brasil justo para todos e para Lula. Não podemos nos deixar ser manipulados ou agredidos impiedosamente por setores que estão a serviço do desmonte para favorecer interesses menores, de grandes corporações internacionais e de uma casta elitista e intolerante, subordinada e disposta a impor toda sorte de sacrifícios ao povo pobre e trabalhador. Em velocidade impressionante e insana, um país potencialmente rico em recursos naturais como o Brasil está vendo suas riquezas serem entregues a troco da miséria, da fome e da precariedade de condições de vida e de trabalho da população brasileira.

As pessoas sabem o que está em jogo neste momento e o que os golpistas almejam: é condenar Lula e criminalizar por tabela a luta legítima e democrática do povo. Colocar a população pobre e a classe trabalhadora no que eles consideram “seu devido lugar”, ou seja, à margem de uma vida digna, que só é permitida para poucos privilegiados. A perseguição a Lula, para eles, não integra mais um capítulo desse golpe cruel, mas simboliza um troféu da vitória e da supremacia do conservadorismo, da intolerância e da segregação social nessa desigual luta de classes. É preciso ter consciência do que se trata verdadeiramente no julgamento de Lula, afinal. Para que a justiça, no sentido fiel dessa palavra, possa prevalecer, só existe uma sentença possível ao julgamento do dia 24 de janeiro: absolver o Presidente Lula! Primeiro, porque ele é inocente e também porque o processo contra ele, da forma como foi montado e considerando as bases infundadas nas quais ele está apoiado, desacredita e envergonha toda a instituição do Poder Judiciário brasileiro.

Dia 24 de janeiro e nas tantas atividades que antecedem e preparam as mobilizações de apoio nos estados, vamos defender Lula. Junto com milhares de pessoas que lutam todos os dias, nas suas ocupações, atitudes e no seu engajamento nas causas sociais para que este seja um país mais igualitário, desenvolvido, justo e acolhedor. É tudo o que Lula fez, sonhou e pelo que vem se dedicando a vida inteira.

(*) GLEISI HOFFMANN é senadora da República e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

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