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[17/12/2017] Rio de Janeiro; Desordem

Viomundo  -  viomundo.com.br

Foto: Divulgação

Para O Globo, o barraco na praia é a desordem onde a "ordem", segundo o próprio diário carioca, é quando 1% dos brasileiros, dentre os quais se incluem os Marinho, donos do jornal, concentram 28% de toda a renda nacional.

Reward para o fim da escravidão, descrita no belíssimo livro de Lilia Schwarcz sobre Lima Barreto: o dono do escravizado, querendo se livrar dele por causa dos custos de mantê-lo na velhice, paga a passagem para o negro ir ao Rio de Janeiro, onde seria internado numa colonia de mendigos.

Mendigos, desempregados e doentes mentais eram os alienados, 'fracos de caráter', excluídos à força das ruas. Eram tratados como 'vadios por opção', de moral fraca.

O mais cruel é que a elite brasileira, que certamente se acreditava o oposto disso, jamais poderia ser descrita como praticante da ética do trabalho protestante.

Viviam cercados da criadagem, eram vagabundos de luxo, para os quais o trabalho era uma ofensa.

Fast forward para os dias de hoje e eles ainda estão aí, são agora os rentistas, o 1% do topo da pirâmide que vive dos juros extorquidos ao Estado, para os quais a "desordem" é um negro pobre na praia.

O Brasil não muda, né gente?

 

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