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[05/12/2017] São Paulo; Rede Record acerta contas com o livro sagrado do Brasil, a Constituição Federal, Lei suprema.

Fernando Coelho

Foto: Divulgação

A minha poesia e o meu texto são duros contra os sanguinários inimigos do Candomblé. Desencadeou-se uma avalanche de agressões, cristalizadas em intolerância mundana, desconhecimento religioso, preconceito radical, invasões a terreiros, espancamentos financiados por obscuros donos de religiões com finalidades covardes, e condenações sem culpa formada, de religiosos do Candomblé. Em 2015, a Rede Record de Televisão, porta-voz destemperada da Igreja Universal, foi condenada a conceder 16 horas de direito de resposta às religiões de descendência africana. A emissora recorreu. No dia 14, o recurso dela será julgado pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo. A condenação da emissora tem que ser mantida, exemplo de libelo que reprima donos dos meios de comunicação que usam da intolerância para denegrir etnias e gentes. Televisão é concessão do Estado, pertence ao povo, e há normas rígidas para as suas grades de programação. Os donos da Record nunca as respeitaram, aproveitando a desfaçatez com que se trata, neste país, dos direitos do povo. No dia 14, os advogados Hédio Silva Junior, Antonio Basílio Filho e Jader Freire de Macedo Junior, com firmeza e competência, e o comprometimento humanitário que lhes inspira, vão sustentar as razões dos ofendidos, para que se cumpra a Constituição. A vitória será o maior divisor de águas do respeito aos direitos civis de instituições nacionais, devido por veículos da mídia. Esse direito de resposta do povo do Candomblé, não surge como o fim de uma luta, dá início a uma guerra que não deve ter trégua, enquanto os Orixás, a democracia, os direitos civis, os excluídos e a liberdade de qualquer cidadão, não forem completamente respeitados pelos agentes do poder público, de carcereiros ao presidente da República, tão desacreditados e infelizes, que pisoteiam a honestidade, mascaram a verdade, atiçam o preconceito e exaltam descaradamente a injustiça. O Brasil é uma nação, livre, laica e democrática. O que não for isso, é racismo, despotismo, ditadura e ignorância humana. É hora de reagir. E só. Jornalista Fernando Coelho, Ogan Aladeí do Ilê Axé Opô Afonjá. (Estou com Simone da Cruz, Denise Terezinha Palhares e Liliana Araújo, mães de santo fundamentais para a tradição ancestral em São Paulo, em reunião da Comissão do Direito de Resposta no terreiro do Babalorixá Alabiy Ifakoya, no último dia 1, em Cotia-SP).

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