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[13/11/2017] São Paulo; Proponho um banho de sinceridade em nossa hipocrisia brasileira.

Fernando Coelho

Foto: Divulgação

Muita gente famosa só defende os negros, em episódios com gente famosa, como esse, com cara de demagogia global, de armação pobre, que envolve o jornalista William Waack. Há tempos que os evangélicos curtidos na Bíblia do ódio preconceituoso, caluniam, mentem, insuflam as comunidades pobres, que pagam dízimos, contra mães e pais de santo, e estes reacionários que acusam o jornalista, sem prova clara e irrefutável, se omitem. Não se vê uma reportagem com esta pauta nas tevês. É endêmico que nazistas, brancos com o coturno da intolerância, autoridades e legalistas, permitam e incentivam que os terreiros de Candomblé no Rio de Janeiro, na Bahia, em São Paulo, sejam invadidos por criminosos, bandidos, traficantes pagos por eles, destruindo recintos e imagens sagradas, e estes santinhos oportunistas silenciam. Há muitos anos que a PM de Salvador invade e mata e maltrata jovens, adolescentes pobres e negros na periferia da capital baiana e não se ouve um
grito de protesto, um verso, uma linha nas redes sociais, um funk, denunciando essa mazela pública. Os negros são passados para trás no mercado de trabalho, e ainda aparecem teóricos de banca de jornal garantindo que tudo caminha para um avanço positivo, e não denunciam. Os que mais morrem no Brasil, vítimas de tiros e de abordagem violenta das polícias, são negros, no topo da lista dos mais ofendidos, e estes politicamente corretos, com hora marcada para botarem a cara, não reclamam, não delatam os criminosos. Por que será? Por que agora e não todo dia? Por que escrevem o óbvio e se escondem na capa dos bonzinhos? Vamos parar com isso. O país é intolerante com negros e com os diferentes. A luta é diária. Não é episódica. E só.

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