Letreiro
ONU acusa Temer de demolir legislação sobre trabalho escravo que se tornou referência mundial
mais brasil comunicações > Mundo
Voltar Enviar noticias imprimir
[11/10/2017] Salvador; Reféns do tráfico

Fernando Coelho

Foto: Divulgação

A polícia baiana é corajosa para reprimir festas na periferia, nos finais de semana, quando humilha famílias e gente comum. Quando aponta os seus fuzis para jovens pretos e pobres. E dispara. Mas é frouxa e covarde diante dos traficantes, que, a exemplo do Rio de Janeiro, mandam em Salvador, Estados governados por homens inadequados e trôpegos. Hoje, os bairros do Cabula e do São Gonçalo do Retiro, onde está o Ilê Axé Opô Afonjá, vivem um cruel e vergonhoso toque de recolher, imposto por uma das mais sanguinárias facções do crime organizado da Bahia. Vendas, lojas, quitandas, todo o comércio, fechado. Imposição dos chefões descamisados do pó, crack e maconha. Os bandidos estudam a possibilidade de autorizar, ou não, o funcionamento de escolas. Onde os políticos? Onde o ministro da Justiça? Onde o ministro da Defesa? Onde o presidente desta cruel República? Onde o STF? Em Brasília, o movimento é grande. Outra quadrilha assalta o povo, também frouxo, desinteressado e conivente, escondido em preferências políticas nojentas e pecaminosas. Os traficantes baianos proibiram festas no bairro. A lei bruta vai vigorar por uma semana, ordenam. E domingo é o segundo domingo de Oxalá, ritual que o meu Candomblé cumpre há 107 anos. Como os traficantes estão usando o nome de Jesus, temo pelos meus irmãos de Axé. Este é o Brasil...

Fotos da notcia

Clique sobre a foto para ampliar
Notcias relacionada