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[24/02/2017] A viagem para Búzios tem uma parada obrigatória.

Luiz Cláudio Latgé

Foto: Divulgação

Acontece em Rio Bonito, num das centenas de barracas improvisadas à beira da estrada. É o território da bananada. Já eram vendidas por ali quando Brigitte Bardot se aventurou na Armação dos Búzios, então território de pescadores. Já não se vê na estrada as bananeiras que deram origem ao doce. Também conhecido como mariola. Nome genérico que também contempla doces de goiaba e de caju, no mesmo formato. A origem do nome é mais desconhecida que o doce, feito no tacho, nas fazendas, com as frutas que havia em excesso. Mariola tem vários significados. Gosto mais da remissão a lascas de pedra colocadas no chão de terra para indicar uma trilha. Pequenos "tijolos" que se empilhavam como num pacote de bananada. Mas poucos se atrevem a assegurar tal origem. Existe a versão também de um castelo de Mariola na Espanha, que explicaria o doce e o nome. Mas vamos combinar: o nosso doce de banana nasceu mesmo no Brasil, nas fazendas. E durou tanto que faz parte da nossa memória afetiva. A mariola está ali em Rio Bonito para confirmar quem somos, e nos lembrar que desfrutamos da beleza dessa terra e de sua fartura, não importam todas as nossas mazelas. É pouco. Tão pouco que nos serve de referência para coisas baratas. Quanto custou? Um café e duas mariolas. Mas não precisamos muito mais. As mariolas no carro, e Búzios, logo adiante.

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