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[21/02/2017] São José dos Campos; Um monte de amigo da onça, comendo a D.Onça do amigo!

Gilson Ribeiro Oliveira

Foto: Divulgação

Nem índio é amigo da onça. O jumento é o bicho brasileiro mais injustiçado! Heróico e resistente quadrúpede, tal qual no continente africano, os tais dos elefantes, que deram um puta azar de terem na boca o precioso marfim. O jumento não merece o tratamento, nem mesmo no vernáculo. Confesso não conhecer na intimidade o elefante. Não sei se é verdade ou lenda, a memória prodigiosa, ou a retirada para morrer, o tal do cemitério de elefantes. Mas de jumento, conheço! Fiz parte, acho que ainda faço, da mesma solidão de viver, mesmo sem água e mal acompanhado! Entendi a teimosia deles, antes de virar vampiro brasileiro, de dia enfurnado, sem medo do carcará. Quando eu quero e justo acho, demoro mas chego lá. Mas quando a certeza me bate, daquele que quer me montar, ser um saco de excremento, uma grande porcaria, além de empacar o babaca, espero paciente, para acionar meu único golpe fatal, definitivo nocaute. Ou ser nocauteado e fazer disso aprendizado. Mas não nasci para vencer por pontos, esperar a decisão de jurados. Enfim, bato no peito do meu aprendizado, e peito, não ordeno, nem ovelhas, nem bodes, nem cabritos ou carneiros. Pastor da minha alma impura, mas nunca alma de rebanho ou caduca! Não abraço de forma mortal como a jibóia, tampouco tenho o veneno mortal de uma insinuante coral. Sou de uma raridade tão debochada, tão cretina e sem razão, parecendo que nada valho, não corro risco de extinção. Como se fruto fosse animal, de uma fêmea do bicho preguiça acasalando com o macho de um macaco-prego, violento e carinhoso, assanhado e dorminhoco, Dorival com Veloso. Tenho três filhas, quatro, na verdade. A primeira se chama Luana. A segunda Mariah. A terceira a Camilla. A quarta pelo amor e destino adotada, que atende pelo nome de Láhyra. A Luana minha lua, a Mariah um distante, mas eterno nascer no meu horizonte, a Camilla lindo fruto convicto, a doce criança minha esperança. Sem morangos, uvas ou pitangas, como poderia ter preconceito de algo, sexo, cor ou raça, se quando menino fiz minha cabana nos galhos de uma árvore no quintal familiar, de frutas pretinhas e branquinhas, amargas e docinhas, na vida ali ofertada, num pé de jaboticaba. Na fé. Até. Imbelezô Eu.

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