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[26/11/2016] Multidão protesta contra governos Temer e Sartori em Porto Alegre

Bernardo Bercht e Marco Aurélio Ruas  -  Correio do Povo

Foto: Fabiano do Amaral

Cerca de 10 mil pessoas percorreram ruas centrais criticando PEC do Teto e "pacotaço" do governo estadual

Cerca de 10 mil pessoas percorreram ruas centrais criticando PEC do Teto e "pacotaço" do governo estadual

Uma imensa multidão tomou as ruas do Centro de Porto Alegre para o ato derradeiro do  Dia Nacional de Mobilizações. De acordo com os organizadores, mais de 10 mil pessoas participaram da caminhada, entre trabalhadores, uma maioria de estudantes e apoiadores em geral. O grupo se reuniu na Esquina Democrática, no Centro, de onde partiu em caminhada por diversas vias da região central por volta das 19h. O protesto também contou com a participação de centrais sindicais e servidores públicos do Estado, que, com cartazes, manifestavam-se contra a proposta de venda ou privatização de fundações.

Desde o início, a manifestação gritou muito contra a PEC do Teto de Gastos e contra o "Pacotaço" do governo José Ivo Sartori, assim como reforma do ensino médio.

Diversas manifestações de representantes das ocupações em universidades e centrais sindicais ocorreram antes do início da caminhada. “Está sendo construída uma plataforma de denúncia contra as medidas do Temer e do Sartori”, afirmou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo. Por sua vez, o presidente da CTB, Guiomar Vidor, elogiou a ação dos estudantes que realizam as ocupações. “É a juventude que faz, de forma revolucionaria, as ocupações”, disse.

A caminhada começou em direção à avenida Júlio de Castilhos. Ao contornar o Mercado Público, parte da multidão subiu no arco sobre a entrada do Trensurb, estendendo muitas faixas de protesto. O grupo ingressou no terminal abaixo do Camelódromo, onde parou durante alguns minutos e fez muito barulho aproveitando o eco do ambiente fechado. Algumas pessoas que aguardavam nas filas de ônibus aplaudiram e apoiaram.

Depois o grupo seguiu pela rua Senhor dos Passos, onde, próximo à praça Dom Feliciano, os manifestantes se depararam com a Tropa de Choque. Até chegarem na avenida Salgado Filho, nenhum ato de vandalismo tinha sido registrado. Entretanto, na avenida Borges de Medeiros, uma agência bancária foi apedrejada. O mesmo fato ocorreu em frente ao Tribunal de Justiça, que foi apedrejado. Por fim, o grupo retornou pela avenida Praia de Belas até a avenida Loureiro da Silva.

Depois de bloquearem a passagem de veículos por algum tempo no local, o grupo foi alvo de bombas de gás e efeito moral da Brigada Militar. Lixeiras foram viradas em meio à confusão, algumas delas incendiadas em seu interior. A maioria se dispersou, mas alguns jogaram coquetéis molotov improvisados contra o chão, nas proximidades da Tropa de Choque. Depois de 10 minutos de enfrentamento, a via foi liberada.

 

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