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[19/09/2015] É inaugurado o Portão do Balneário Alegria em Guaíba

Terezinha Tarcinato

Foto: Divulgação

Com a presença de várias autoridades locais, foi inaugurado oficialmente, neste, dia 18/09, o Pórtico Otaviano Manoel de Oliveira Jr, conhecido como Portão da Alegria, em Guaíba (RS). Coube ao Atelier Alice Prati o projeto e a execução da restauração com o patrocínio da Celulose Riograndense, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Guaíba e apoio cultural do Instituto Alice Prati. 

O prefeito da cidade, Henrique Tavares, disse que a entrega do pórtico à cidade retrata um resgate histórico. Segundo ele, não foi somente uma obra concluída, mas um amplo trabalho de pesquisa para que o resultado ficasse mais próximo do pórtico original, devolvendo à comunidade o acesso aos balneários Alegria, Florida e Vila Elza. 

Já o diretor-presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, ressaltou que a proposta da empresa é de repactuar seu compromisso com a cidade no sentido de promover o desdobramento social por meio do desenvolvimento econômico com as entidades locais. Na sua avaliação, o trabalho do atelier na restauração do pórtico significa o que chama de “liturgia de recuperação de um patrimônio histórico para uma comunidade”.

De acordo com a restauradora Alice Prati, todo último trabalho é sempre o melhor, referindo-se a esta nova restauração. Foram 75 dias de trabalho envolvendo mais de 20 empresas e 50 técnicos. O retorno estético remonta ao ano de 1942, quando o Portão do Balneário Alegria, cujas terras já foram propriedade particular do herói farroupilha Gomes Jardim, foi inaugurada pela primeira vez.

De acordo com a restauradora, o trabalho é tecnicamente perfeito dentro dos padrões técnicos internacionais de restauro e conservação de acervos, pois o que acontece aqui no portão da Alegria acontece na Itália, na França e na Inglaterra. Além disso, informou que todas as características originais da estrutura foram mantidas. O revestimento externo, composto por reboco e tintas modernas, fui cuidadosamente retirado para reforçar a estrutura do portão. Para conservar o valor da época, foi realizado um trabalho arqueológico minucioso além de ampla pesquisa histórica feita pelo Instituto Alice Prati.

De acordo com a arquiteta da obra, Vanda Camar, todo patrimônio, tombado ou não, já representa um desafio devido à responsabilidade de mantê-lo o mais próximo do original sem que sofra alterações.

A coordenadora geral da obra, Elisane Quintana, explicou que não se levou em consideração somente a estrutura física do pórtico, mas também a concepção da ideia, da história do patrimônio com trabalho de pesquisa, de pertencimento  e de estímulo à preservação do bem junto à comunidade.

A analista de relações externas da Celulose Riograndense, Adriana Fontoura, disse que o resultado da obra significa um coroamento de um trabalho bastante complexo e rico em aprendizado.

 

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