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[17/07/2015] São Paulo; Fernando Coelho

Fernando Coelho

O amor se tanto que não se basta, e que se mata na luz e na treva, e se levanta como água e se devora como fogo, e demais que me engole em seus silêncios, e de enxurrada se vinga do que eu não fiz, e se disse, ainda assim me maltrata, e se confesso, por você, o maior amor, lembro-me da infância, e de pavor corto não o peito, mas os impulsos ao vê-la arrependida. Amo você, em nome da tristeza e da pobreza, e das ignorâncias das cartas deixadas sob a porta, e desta distância mortal, perimetral e lasciva, arranhada de imoral lonjura, sob amendoeiras de farpas de desejos, cor de açude intransponível, de sangue e desespero, que navega em meu coração com cheiro de cana-de-açúcar dos dias, a embebedar a sua boca, o pensamento e a alma. E só.

https://www.youtube.com/watch?v=oxxxC5U7z60

Jornalista Escritor e Poeta Fernando Coelho

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